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IMAGEN DE FREDERIC CHOPIN JUNTO A UN PIANO. OBRAS COMPLETAS DE FREDERIC CHOPIN.
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OBRAS COMPLETAS DE FRÉDÉRIC CHOPIN (Português)

Op. 1 – Rondo em dó menor, para piano
Op. 2 – Variações sobre «Là ci darem la mano» (Mozart), para piano e orquestra
Op. 3 – Introdução e Polonaise brillante em dó maior, para violoncelo e piano
Op. 4 – Sonata n.º 1 em dó menor, para piano
Op. 5 – Rondo à la mazur em fá maior, para piano
Op. 6 – Mazurcas (4), para piano
Op. 7 – Mazurcas (5), para piano
Op. 8 – Trio em sol menor, para piano, violino e violoncelo
Op. 9 – Noturnos (3), para piano
Op. 10 – Estudos (12), para piano
Op. 11 – Concerto para piano n.º 1 em mi menor
Op. 12 – Variações brilhantes sobre um tema de Herold, para piano
Op. 13 – Grande Polonaise brillante em mi bemol maior, para piano e orquestra
Op. 14 – Rondo à la Krakowiak em fá maior, para piano e orquestra
Op. 15 – Noturnos (3), para piano
Op. 16 – Rondo em mi bemol maior, para piano
Op. 17 – Mazurcas (4), para piano
Op. 18 – Grande Valsa brillante em mi bemol maior, para piano
Op. 19 – Bolero em lá menor, para piano
Op. 20 – Scherzo n.º 1 em si menor, para piano
Op. 21 – Concerto para piano n.º 2 em fá menor
Op. 22 – Andante spianato e Grande Polonaise brillante em mi bemol maior, para piano e orquestra
Op. 23 – Balada n.º 1 em sol menor, para piano
Op. 24 – Mazurcas (4), para piano
Op. 25 – Estudos (12), para piano
Op. 26 – Polonaises (2), para piano
Op. 27 – Noturnos (2), para piano
Op. 28 – Prelúdios (24), para piano
Op. 29 – Impromptu n.º 1 em lá bemol maior, para piano
Op. 30 – Mazurcas (4), para piano
Op. 31 – Scherzo n.º 2 em si bemol menor, para piano
Op. 32 – Noturnos (2), para piano
Op. 33 – Mazurcas (4), para piano
Op. 34 – Valsas (3), para piano
Op. 35 – Sonata n.º 2 em si bemol menor, para piano
Op. 36 – Impromptu n.º 2 em fá sustenido maior, para piano
Op. 37 – Noturnos (2), para piano
Op. 38 – Balada n.º 2 em fá maior, para piano
Op. 39 – Scherzo n.º 3 em dó sustenido menor, para piano
Op. 40 – Polonaises (2), para piano
Op. 41 – Mazurcas (4), para piano
Op. 42 – Valsa em lá bemol maior, para piano
Op. 43 – Tarantella em lá bemol maior, para piano
Op. 44 – Polonaise em fá sustenido menor, para piano
Op. 45 – Prelúdio em dó sustenido menor, para piano
Op. 46 – Allegro de concerto em lá maior, para piano
Op. 47 – Balada n.º 3 em lá bemol maior, para piano
Op. 48 – Noturnos (2), para piano
Op. 49 – Fantasia em fá menor, para piano
Op. 50 – Mazurcas (3), para piano
Op. 51 – Impromptu n.º 3 em sol bemol maior, para piano
Op. 52 – Balada n.º 4 em fá menor, para piano
Op. 53 – Polonaise em lá bemol maior “Heroica”, para piano
Op. 54 – Scherzo n.º 4 em mi maior, para piano
Op. 55 – Noturnos (2), para piano
Op. 56 – Mazurcas (3), para piano
Op. 57 – Berceuse em ré bemol maior, para piano
Op. 58 – Sonata n.º 3 em si menor, para piano
Op. 59 – Mazurcas (3), para piano
Op. 60 – Barcarola em fá sustenido maior, para piano
Op. 61 – Polonaise-Fantasia em lá bemol maior, para piano
Op. 62 – Noturnos (2), para piano
Op. 63 – Mazurcas (3), para piano
Op. 64 – Valsas (3), para piano
Op. 65 – Sonata em sol menor, para violoncelo e piano

Opus publicados postumamente

Op. 66 – Fantasia-Impromptu em dó sustenido menor, para piano
Op. 67 – Mazurcas (4), para piano
Op. 68 – Mazurcas (4), para piano
Op. 69 – Valsas (2), para piano
Op. 70 – Valsas (3), para piano
Op. 71 – Noturnos (3), para piano
Op. 72 – Obras diversas para piano
Op. 73 – Rondo em dó maior, para dois pianos
Op. 74 – Canções polonesas (17–19), para voz e piano


1. Polonaises (1817–1846)

As polonaises foram o primeiro gênero cultivado por Chopin e o acompanharam durante toda a sua trajetória criativa.

  • Origem histórica: dança aristocrática polonesa documentada desde o fim do século XV e consolidada nos séculos XVI e XVII, associada a cerimônias oficiais e símbolos nacionais.
  • Início criativo: Chopin escreveu polonaises juvenis desde 1817, durante a adolescência em Varsóvia.
  • Evolução: passaram de formas simples de dança a estruturas monumentais, heroicas e de grande densidade pianística.

Polonaises representativas: Op. 26 (1836), Op. 40 (1838–1839), Op. 44 (1841), Op. 53 (1842), Op. 61 (1846).
A Polonaise Op. 53 (1842) é um emblema do nacionalismo romântico europeu e pertence à plena maturidade do compositor.

2. Mazurcas (1825–1849)

As mazurcas constituem o núcleo mais extenso e experimental do catálogo chopiniano.

  • Origem: danças camponesas polonesas — mazur, kujawiak e oberek — transformadas em linguagem artística urbana.
  • Quantidade: cerca de 60–61 mazurcas, segundo critérios editoriais modernos.
  • Evolução: da estilização folclórica inicial a um laboratório harmônico e rítmico altamente sofisticado.

As mazurcas tardias (1846–1849) apresentam traços harmônicos avançados e são fundamentais para o estudo do rubato e da microforma.

3. Valsas (1829–1847)

As valsas de Chopin surgiram nos salões parisienses da alta burguesia.

  • Transformação do gênero: de música funcional para dança a forma artística autônoma.
  • Caráter: alternância entre brilho público e introspecção poética.

Conjuntos representativos: Op. 18, Op. 34, Op. 42, Op. 64.
A Valsa Op. 64 n.º 1, publicada em 1847, pertence aos últimos anos editoriais de Chopin.

4. Noturnos (1827–1846)

Os noturnos partem da influência de John Field.

  • Contribuição de Chopin: estabelecimento do modelo definitivo do noturno romântico.
  • Características: melodia cantabile, harmonia rica e grande expressividade.

O Noturno Op. 48 n.º 1 destaca-se por sua escrita coral dramática.

5. Estudos (1829–1837)

Os estudos redefiniram a relação entre técnica e arte musical.

  • Função original: aperfeiçoamento técnico.
  • Resultado: obras de alto valor artístico e expressivo.

Coleções: Estudos Op. 10, Estudos Op. 25, Trois Nouvelles Études.
O Estudo Op. 10 n.º 12 (1831) associa-se tradicionalmente ao contexto emocional do exílio após a insurreição polonesa.

6. Prelúdios (1831–1839)

Os prelúdios representam a culminação da forma breve romântica.

  • Obra central: 24 Prelúdios Op. 28, um em cada tonalidade maior e menor.
  • Contexto: compostos principalmente entre 1838 e 1839, em parte durante a estadia em Maiorca.

Além do ciclo Op. 28, Chopin compôs dois prelúdios autônomos completos:

  • Prelúdio em dó sustenido menor, Op. 45 (1841): publicado em vida; intitulado explicitamente Prélude.
  • Prelúdio em lá bemol maior, B.86 (1834): obra completa; publicada postumamente; classificada como Prelude em catálogos modernos.

No total, Chopin compôs 26 prelúdios completos.

7. Baladas (1831–1842)

As baladas introduzem uma forma instrumental narrativa de grande fôlego.

  • Quatro baladas; publicações: Op. 23, Op. 38, Op. 47, Op. 52.
    A Balada Op. 52 é considerada um ápice do romantismo pianístico.

8. Scherzi (1831–1843)

Os scherzi transformam o modelo clássico em um drama pianístico autônomo.

  • Obras: Op. 20, Op. 31, Op. 39, Op. 54
  • Contrastes extremos, densidade harmônica e alta exigência técnica.

9. Sonatas para piano (1828–1844)

Chopin compôs três sonatas completas:

  • Sonata n.º 1 Op. 4 (1828) – etapa formativa
  • Sonata n.º 2 Op. 35 (1839) – inclui a Marcha Fúnebre
  • Sonata n.º 3 Op. 58 (1844) – síntese madura

A Marcha Fúnebre tornou-se símbolo cultural universal desde o século XIX.

10. Concertos para piano e orquestra (1829–1830)

  • Concerto n.º 1 Op. 11
  • Concerto n.º 2 Op. 21

Escritos antes do exílio definitivo, com protagonismo absoluto do piano.

11. Obras concertantes e de câmara (1828–1846)

Embora excepcionais, incluem:

  • Trio para piano Op. 8
  • Andante spianato e Grande Polonaise Op. 22
  • Sonata para violoncelo e piano Op. 65 (1846)

12. Impromptus e fantasias (1834–1846)

  • Impromptus Op. 29, 36 e 51
  • Fantasia Op. 49
  • Fantasia-Impromptu Op. 66 (composta em 1834, publicada em 1855)

Obras de liberdade formal cuidadosamente controlada.

13. Rondós e variações (1825–1833)

  • Rondós Op. 1, 5 e 16
  • Variações Op. 2

Em 1831, Robert Schumann elogiou publicamente as Variações Op. 2, impulsionando a fama internacional de Chopin.

14. Canções polonesas (1827–1847)

  • Op. 74: 17 a 19 canções
  • Publicação póstuma em 1857, editadas por Julian Fontana
  • Idioma: polonês

Vínculo direto entre poesia nacional e lirismo musical.

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Alex Vivero

Alexander Vivero es director, compositor y pianista mexicano.

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